A garota que dizia ser a própria bisavó

bisavó

Seus livros e textos em publicações científicas descrevem casos de crianças que se recordariam de vidas passadas senso até bisavó e de pessoas com marcas de nascença que teriam sido originadas por cicatrizes de existências anteriores.  

O caso da garota que dizia ser a própria bisavó

Fazem entrevistas, confrontam a versão narrada com documentações, comparam descrições com fatos que só familiares da pessoa morta poderiam saber.  

Por tudo isso, ele se tornou um dos maiores responsáveis por ajudar a deslocar – ainda que apenas um pouco – o conceito de reencarnação do campo da fé e do misticismo para o campo da ciência.  

Bem, são histórias como, por exemplo, a de Swarnlata Mishra, uma menina nascida em 1948 de uma rica família da Índia e que se tornou protagonista de um dos casos clássicos – digamos assim – da literatura médica sobre vidas passadas.  

A história é descrita em um dos livros de Stevenson, Twenty Cases Suggestive of Reincarnation (“Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, sem versão brasileira), e se assemelha a outros registrados pelo mundo sobre lembranças reveladoras ocorridas, principalmente, na infância.  

Veja:

Recordações de mãe bisavó 

Aos 3 anos de idade, viajava com seu pai quando, de repente, apontou uma estrada que levava à cidade de Katni e pediu ao motorista que seguisse por ela até onde estava o que chamou de “minha casa”.  

Ao contrário de muitos casos de memórias relatadas como de vidas passadas, as da menina continuaram acompanhando

-a na fase adulta – quando Swarnlata já estava casada e formada em Botânica.  

Durante uma viagem que fizera ao Egito, ele teria ouvido diversas histórias e assistido a cerimônias em que espíritos

afirmavam que vinham mais de uma vez à Terra, em corpos humanos ou de animais.  

O mesmo conceito – com variações aqui e ali – marcou religiões orientais, como o bramanismo e o hinduísmo (e, mais

tarde, o budismo), e também religiões africanas e de povos indígenas, segundo Fernando Altmeier, professor de Teologia

da PUC de São Paulo.  

Terapias e evidências bisavó 

Na verdade, “a reencarnação nasce quase ao mesmo tempo que a idéia religiosa tanto no Ocidente quanto no Oriente,

com os egípcios, os gregos, os africanos e os indígenas”, diz Altmeier.  

No século 19, o francês Hippolyte Leon Denizard Rivail – ou Allan Kardec – e outros estudiosos dedicaram-se a um tema

então em voga na Europa: os fenômenos das mesas giratórias, em que os sensitivos alegavam que espíritos se

manifestavam com o mundo dos vivos.  

“Dirijo a área de assistência espiritual na Federação Espírita do Estado de São Paulo, por onde passam 200 mil pessoas

por mês, mas, no que diz respeito à fenomenologia, sou mais pé no chão, sou muito rigoroso”, afirma o

advogado Wlademir Lisso, de 58 anos.  

Nas aulas que dá na federação sobre espiritismo e ciência, Lisso – que é autor de três livros – se baseia, sobretudo, nas

pesquisas feitas por universidades estrangeiras, que considera mais confiáveis.  

Bisavó lembranças de outras vidas 

Lisso diz que já perdeu as contas das vezes que ouviu pessoas lhe dizendo que tinham lembranças de outras vidas,

algumas, talvez, por meio das chamadas terapias de vidas passadas.  

“Terapias, por si só, não provam nada”, diz Lisso, referindo-se a uma prática que supostamente leva a pessoa a

escarafunchar memórias tão remotas quanto as de duas, três encarnações anteriores.  

A avó da menina registrou, em um diário, mais de 30 palavras em italiano pronunciadas pela neta e histórias de explosões, médicos, ferimentos e morte.  

Em várias universidades ao redor do mundo, os pesquisadores passaram a examinar também marcas de nascença

– associadas a lembranças – como possíveis evidências de reencarnação.  

Um exemplo citado por ele é o de uma criança da antiga Birmânia que dizia se lembrar da vida de uma tia que morrera

durante uma cirurgia para corrigir um problema cardíaco congênito.  

Stevenson recorre a uma frase do escritor francês Stendhal para se referir a casos de memórias e de marcas que, às

vezes, podem passar despercebidos: “Originalidade e verdade são encontradas somente nos detalhes”.  

Facebook Comments
share on: